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O Núcleo Pausa

Concebido por Beth Bastos em 2014. Atualmente, é composto por 7 artistas, 6 dançarinos e um pianista que dança. Trata-se de um grupo horizontal, formado por pessoas com históricos distintos, no qual o saber coletivo e o conjunto de fazeres produzem conhecimento e movimentam a sensibilidade com a intenção de criar novas perguntas. Com estratégias motivadas pelo questionamento e pelo refinamento da percepção, o Núcleo Pausa imagina mundos férteis de ideias novas e poesia.

A pausa é um estado que interessa ao Núcleo por ser fundamental para a exploração da quietude do movimento e da construção de imagens. O grupo optou por um recorte em improvisação na dança contemporânea com foco na composição através da percepção dos sentidos do corpo e da imaginação. ​Tal escolha visa a procura de um senso do desconhecido que requer uma abertura sensorial. A efetividade desta linguagem depende, portanto, de relações horizontais, nas quais não há concentração de poder.

 

A pesquisa do Núcleo Pausa nasce entre as práticas e poéticas do bailarino, coreógrafo e professor brasileiro Klauss Vianna, da bailarina, coreógrafa e performer estadunidense Lisa Nelson e do bailarino americano Steve Paxton, figuras centrais na trajetória de Beth Bastos, diretora do grupo.

 

O Núcleo Pausa surgiu em 2014 a partir de encontros coordenados por Beth Bastos na Casa Miani, ponto de Cultura da região sul da cidade de São Paulo e projeto arquitetônico brutalista de Paulo Mendes da Rocha. Estabelecendo um diálogo entre corpo, espaço, fotografia, arquitetura, filosofia e música, artistas e profissionais de diferentes campos e atuações reuniram-se para leituras e experiências na Casa. No mesmo ano e local, o pianista brasileiro Rodrigo Vasconcelos participou da performance Dança-Fotografia-Arquitetura e passou a contribuir com o Núcleo,  inicialmente como convidado e posteriormente como integrante. Sua participação estende a pesquisa do grupo à música e às dimensões sonoras ainda no recorte da percepção na composição em improvisação.


 

Em 2019, o grupo realizou o projeto de pesquisa e criação O que vemos quando olhamos dança ?, contemplado com a 25ª edição do Fomento à Dança da Cidade de São Paulo. Durante este processo, Beth Bastos orientou 32 solos de dança, dentre eles os solos dos integrantes do Núcleo Pausa, que resultaram no documentário O que te move, o que vemos quando olhamos dança, com direção de Antonio Miano e Kiko Ferritte. Simultaneamente, o Núcleo Pausa aprofundou o diálogo com a arquitetura, a partir da realização das Performances-Observatório em diferentes espaços: Museu de Arte de São Paulo Assis de Chateaubriand (MASP), Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC), Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), Museu da Energia, Biblioteca Mário de Andrade, Centro de Educação Unificado (C.E.U.) Campo Limpo, Centro de Referência da Dança de São Paulo (CRD), Centro Cultural São Paulo, Praça do Patriarca, Praça Ramos de Azevedo, Oficina Cultural Oswald de Andrade, Casa Miani e, no ano seguinte, no Teatro do Centro da Terra. 

Em 2020, o Núcleo Pausa deu continuidade à sua pesquisa e se vê frente ao desafio de sustentá-la em um momento de distanciamento social. Nesse momento foram experimentados processos de criação coletiva à distância. A colaboração entre Beth Bastos e Rodrigo Vasconcelos intensificou-se na pesquisa do deslocamento de elementos da linguagem musical para o corpo e vice-versa. 

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Em 2021, contemplados pelo EDITAL PROAC EXPRESSO LEI ALDIR BLANC 37 de 2020-PRODUÇÃO E TEMPORADA DE ESPETÁCULO DE DANÇA COM APRESENTAÇÃO ONLINE, realizou-se o filme Performances-Observatório - O que vemos quando olhamos dança?, dirigido por Paula Sacchetta e Carine Wallauer e produzido por uma equipe de mulheres.

 

Ainda em 2021, contemplados com o EXPRESSO LAB 48 de 2020- EDITAL PROAC PRÊMIO POR HISTÓRICO DE REALIZAÇÃO EM DANÇA, o Núcleo Pausa voltou a se encontrar presencialmente. Assim, realizou-se o projeto Gravidade - Estudos, inspirado no livro Gravidade, de Steve Paxton, cujo resultado foi o filme Gravidade - Estudos, dirigido por Antonio Miano e Sandro Miano. 

Como parte do processo da pesquisa, foi elaborada a tradução do livro Gravity, de Steve Paxton, pelo Núcleo Pausa. A edição em português foi feita em parceria com a n-1 Edições e a Plataforma Acampamento e a revisão contou com a bailarina portuguesa Vera Mantero.

Em 2022, aconteceu online, o lançamento do livro Gravidade em evento realizado no Sesc Pinheiros, aberto ao público, com mais de 100 participantes. Houve mesa de debates com a presença da professora Helena Katz, do editor Ricardo Muniz, da bailarina Tica Lemos e do Núcleo Pausa. Essa conversa com Steve Paxton sobre o livro e sobre seu pensamento e percepções sobre a gravidade, aconteceu  com a tradução simultânea do dançarino e pesquisador, Pedro Penuela, e se encontra na íntegra para ser compartilhada com o público.

No mesmo ano, o Núcleo Pausa participou da mostra A Dança Resiste, organizada pela Cooperativa Paulista de Dança, no Teatro da Galeria Olido (SP), apresentando a Performance-Observatório.

Em 2023, o Núcleo Pausa participou de residências e performances no Urubu Studio, no litoral norte de São Paulo, junto a Morena Nascimento, Dudude Herrmann e Zélia Monteiro. No mesmo ano, o Núcleo promoveu a vinda ao Brasil da bailarina argentina Carmen Numer, em busca de troca de saberes sobre as partituras de sintonização em oficina na Sala Crisantempo na capital do estado, espaço no qual o grupo se reúne semanalmente. 

 

Em 2023, o Núcleo Pausa inaugurou um trabalho colaborativo com um grupo de artistas da improvisação que comungam do mesmo desejo de pesquisa em composição.​ Como resultado, emergiu a performance Sala de Jogos, uma prática de composição com base nas Partituras de Sintonização (Tuning Score) criadas pela bailarina estadunidense Lisa Nelson e, no Brasil, desenvolvidas por Beth Bastos.  A proposta, com origem na linguagem de edição em vídeo, consiste em editar a dança em tempo real através de comandos verbais. Elementos fundamentais do comportamento na dança, na observação e na comunicação constituem esta pesquisa em forma de performance ou performance em formato de pesquisa. Sala de Jogos teve sua pré-estreia na Sala Crisantempo em Dezembro de 2023. Em setembro de 2024,  fez temporada no Teatro do Centro da Terra, com participação dos coreógrafos convidados Diogo Granato, Dudude Herrmann​, Marina Abib e os parceiros Drexler Aguilera e Ricardo Neves.

 

O  espetáculo Gravidade é resultado de um material dramatúrgico significativo de sua pesquisa em torno da gravidade. O trabalho explora o peso, o horizonte esférico, as quedas e a construção de imagens. As composições do grupo neste espetáculo, assim como a iluminação, buscam inspiração na obra pictórica de Michelangelo Caravaggio. A estrutura coreográfica combina frases em  repetição e o reverso do movimento, a pequena dança, o uníssono, a desaceleração e a pausa.

2014

a partir de encontros coordenados por Beth Bastos na Casa Miani

2019

O que vemos quando olhamos dança?
Contemplado com a 25ª edição do Fomento à Dança da Cidade de São Paulo.

2019

O que vemos quando olhamos dança?
Contemplado com a 25ª edição do Fomento à Dança da Cidade de São Paulo.

núcleo pausa

Concepção/Direção

Beth Bastos


Núcleo de  intérpretes

Beth Bastos

Hein de Oliveira

Isis Marks Ribeiro

Izabel Costa

Jonatan Vasconcelos
Isadora Prata

Rodrigo Vasconcelos


Pesquisa musical

Rodrigo Vasconcelos


Pesquisa fotográfica

Sandro Miano


Espaço Cenogáfico

Andre Canada


Design gráfico Vídeos e edição

Andre Canada


Produção executiva 

CAIS Produção Cultural 


Direção de produção 

José Renato Fonseca de Almeida


Assistente de produção 

Beto de Faria 

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